"Quando o coração tem uma missão, o corpo ganha vigor"

70.3 Penha

Vamos lá, de forma sucinta como sempre.

Como faz muito tempo que não escrevo, cabe uma pequena recapitulação pré-prova.

Minha preparação teve dois pequenos percalços. O primeiro no início de julho, uma inflamação no periforme, que me afastou por uma semana e meia dos treinos.

O segundo uma gripe infernal, quinze dias antes. Quatro dias sem treinar, retomei as atividades numa seção natação/corrida, que acabou piorando a patologia, mais cinco dias de molho.

Fora isto, consegui me preparar muito bem. Treinos bem consistentes de bike e corrida e o feijão com arroz de sempre na piscina.

A meta para prova era sub 5hs. Pelo desempenho dos treinos alvo difícil, mas tangível.

Na quarta a ideia era um último giro de bike, já com a configuração de prova. Marquei com o Jorge cedinho, mas o treino durou 5 quadras, pneu tubular traseiro furado, e agora José!!! Sorte que o Lizandro tinha todos os apetrechos e deu para montar um pneu novo. Ao menos valeu para ver como se tira e monta um pneu tubular.

O "comboio" partiu de Rio Grande na quinta com o Marlos e Aline e aumentou em Pelotas comigo e a excelentíssima.



Viagem tranquila, tirando os momentos pé de chumbo da Aline. Ela estava com uma lesão no joelho, que foi rapidamente diagnosticada, não há joelho que resista com um pé pesado igual ao dela :>)

Pegamos o Kit ainda no mesmo dia. Olhada na feirinha e hotel para descarregar as bagagens.



O Marlos ficou de Tour Guide na cidade, 100% de acerto na gastronomia e 90% de acerto na localização. Tempo meio nublado, sabe como é, atrapalha um pouco o sinal do GPS.

Sexta encontrei meu coroa que veio de moto do Paraná ver a prova. Embora seja o quarto ano de triathlon foi a primeira vez que ele esteve presente. Valeu Paulinha!!!!



Pela manhã fomos a feirinha dar uma bisbilhotada, encontramos o Vagner, o Debus e troquei algumas palavras com Max.



A tarde fui para o check-in da bike. Novamente encontrei o Bessa, meu parceiro de prova, ao menos até o ciclismo, depois o cara incorporou o Craig Alexander, resultado, merecida vaga para Vegas para o Vagner, parabéns novamente, agora no meu espaço.



Saindo do bike check-in, um gringo me aborda pedindo para tirar uma foto. Já que o cidadão foi gentil, a mesma reproduzida abaixo :>)



Após fui dar uma passeada no parque com a Vivian. Vou contar uma coisa, é uma pena que não estava com o frequencímetro, andei no tal de Firewhip, não há treino intervalado ou de subida que deva elevar os batimentos mais que o brinquedo. E se o cara for meio medroso ganha uma freada de bmx na cueca de bônus.

                                                                            A fotógrafa

Dormi bem, mas acordei um pouco antes das 5, os passarinhos de Penha andaram cheirando alguma coisa, pois não tinha amanhecido e já estavam fazendo um griteiro. Mais uma enrolada na cama, reunião com o pessoal e fui tomar café. O tempo entre o café e a largada foi de 2h30', então resolvi fazer um pão com queijo e levar junto para comer antes da prova, pois não gosto da sensação de vazio no estômago.

Minha metade foi nos deixar na largada. Lá conheci o Alexandre Agiglioli pessoalmente, dando aquela força e tranquilizada de praxe.

Me despedi dos meu parceiros de equipe e fui aquecer na água. Uma arrebentação logo no início, mas nada demais. O que me deixou ansioso era largar com 800 atletas ao meu lado.



Posso dizer a natação foi muito tranquila, com excessão quando nos aproximávamos das bóias, que era um atropelo.

Ao tirar o pé da água 37'24" a natação tinha sido tranquila demais, frouxa acho que define melhor esta etapa.

Quase 2'30" a mais do planejado, ia ter que recuperar nas próximas modalidades se quisesse chegar nas 5hs.



Transição rápida e bike, primeiros km's para analisar como estavam as pernas e sentar a bota. Alvo 2h35'. Fechei a primeira volta com 35km/h cravados.

A primeira perna da segunda volta, 35.2km/h e começou a ficar mais fácil, mas não era por estar me sentido bem ou forte, era um tufão que apareceu do nada que deixou fácil na ida e muito difícil contra o vento.


Vi que a média começou a cair um pouco, mas resolvi manter a mesma intensidade pré-vento para não comprometer a corrida.

Fechei a bike em 2h38' média de 34.17km/h.


Sempre fico naquela expectativa ao descer da bike...- como vão estar as pernas para correr.



E elas estavam bem. Mais uma transição, uma espiada no relógio e a constatação que seria quase impossível chegar nas 5hs, pois teria que correr os 21km em 1h39' ante as 1h45' que pretendia.


Comecei bem, a cada km uma espiada no relógio, pace entre 4'50" e 4'55" mas era apenas uma doce ilusão.


Após o retorno contra o vento o pace aumentou em quase 1' não tinha forças para segurar o ritmo. O vídeo abaixo dá para se ter uma ideia do vento, se tiver som, ligue-o vale a pena ver o danado soprando hehe.


Fechei a primeira volta com 55'20", já conformado que não conseguiria atingir o alvo, tentei fazer a melhor corrida possível. Novamente fácil a favor e terrível na volta.  Fechei a prova em 5h13', bem a quem do que queria, mas feliz com o desempenho pelas condições impostas pelo clima.
Na área destinada aos atletas me entupi de sorvete e pepsi. Tradicional papito pós-prova com o Marlos, Vagner e Dalton. Novamente o gringo me abordou para outra foto, agora junto de outro. No outro dia fiquei sabendo que ele ganhou a prova :>)


Marlos e Aline, valeu pela parceria.

 Piu, obrigado pela paciência, pela torcida, fotos e vídeos.

 Agora é curtir a semana off, pois segunda recomeçam os treinos visando o Ironpunta em dezembro.

 By.

Aussies Abroad: Craig Alexander

Faltando uma semana para Penha, quase recuperado da gripe, um documentário para ajudar a resgatar a confiança  após 9 dias sem treino. Aussies Abroad: Craig Alexander.