"Quando o coração tem uma missão, o corpo ganha vigor"

História para boi dormir II

Essa aconteceu no domingo, na rústica dos Fuzileiros Navais em Rio Grande.

Já alinhado para a largada, aparece um sujeito de sapatênis, com uma soquete no meio da canela e bermuda jeans. Eu e o Tomas nos olhamos, como aquele pensamento "o que esse maluco está fazendo aqui".

Um pessoal que estava mais ao lado se dirige ao sujeito: - e aí tchê vais correr? Sim, vou fazer a minha primeira prova!

Dada a largada, o pessoal que iria fazer os 5km já saiu forte e eu que ia para os 10km segui na minha. Passado 1km avisto o maluco na minha frente. Pensei, deve estar fazendo os 5km. No 2,5km o pessoal dos 5km fez o retorno e cara seguiu para a praia, ele iria fazer 10km de sapatênis, bermuda jeans e pela proximidade que estava com uma big carteira no bolso traseiro.

Mas logo ele começou a caminhar e passei-o. Mas de repente ouço - Poc, Poc, Poc...era o sapatênis passando voando. Daí já vem um monte de bobagem na cabeça, do que adianta, garmins, tênis tal, meia de compressão, treinos intevalados, etc. e tal se um cara de sapato e jeans correndo na areia te deixa para trás :>.

Mais alguns metros e o maluco beleza andando novamente. Logo após passá-lo o inacreditável acontece, ouço um prim, prim, prim, seguido de um - Alô, estou aqui na praia, participando de uma corrida, tchau!!!
Olho para trás, e...era ele mesmo ao celular, não bastava a carteira no bolso ele estava com um celular.

Para minha tranquilidade ele não volta a passar por mim novamente e sigo o baile. Até esqueci do sujeito.

Cheguei, fui me hidratar, bati papo com o pessoal e fui sentar numa sobra próxima a chegada. Minutos depois quem aponta para a chegada, exausto e mancado, o sapatênis.

Figura, não sei quem tu é, não sei a tu história, mas que tu é valente, tu é. Nos encontramos na próxima.

6 comentários:

O que seria pior? O sapatenis ou a bermuda? Olha, eu voto na bermuda, deve ter ardido ...

aí pessoal. Aqui em Curitiba tem uma maluco (ainda vou converssar com esse cara, ahhh vou) ja vi ele duas vezes na maratona de Curitiba. Na primeira o sujeito fez a maratona de calça jeans e botina ( não sei tempo dele, mas foi abaixo de 3:50), no outro ano já tava de calça de agasalho pelo menos e de novo fez mais ou menos esse tempo aí.. Já cruzei algumas vezes com esse doido também na Br pedalando uma caloi strada (pra variar de botina e calça de moleton). Encontrei ele quando eu tava fazendo um pedal de 100 km. Na volta encontrei-o correndo e empurrando a bike. Estava fazendo uma especie de transição, pois primeiro pedalou e depois voltou correndo ( só que empurrando a bicicleta.) Se tiver alguem de Curitiba e região por aí, talvez conheça o sujeito. Aí paramos pra pensar mesmo sobre toda essa parafernalha que alguns usam. abraço. Sandro

Pois é Sandro esses, "malucos" além de renderem boas histórias, acabam abrindo brecha para esse tipo de reflexão.

Abraço

Certa feita pedalando na beira da praia com um amigo, ambos de MTB importada e tal, mil e uma marchas e o nordestão na cara.
Estávamos fazendo muita força e se achando ciclistas quando passa um pedreiro numa barra forte, de chinelo de dedo e com um baldinho no guidão...
O cara andava tão forte mesmo com todo aquele vento na cara que não conseguimos acompanhá-lo por mais de 1 ou 2 km.
Moral da história: alguns são atletas natos, outros nascem para participar e gostar de esporte...hehe.

Pablo, eu sei quem é o maluco, e se for quem eu penso ele é maluco mesmo. Anda numa Barraforte daquelas pra levar carga (com uma rodinha pequena na frente) e de vez em quando para a bike aqui em cima do Trevo, dá 2 voltas correndo, monta na bike e vai embora. Geralmente ele não termina as provas, mas sempre sai queimando nos primeiros 2km.

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