"Quando o coração tem uma missão, o corpo ganha vigor"

Capela da Buena

Foto tirada hoje, no clássico bar da capela da buena!


Jorge, Álvaro, Léo, Eu, Cícero, Reinaldo e Michel.

Duetos para 2013

Daqui  9 meses......

Junto das caramanholas...mamadeiras!

Junto das bermudas....fraldas!

Junto do macaquinho...mini-macaquinho!

Junto da bike...carrinho!

Junto do wetsuit...banheirinha!

Junto da mala-bike...cadeirinha! 

Junto do gel...papinhas!

Treino de madrugada...madrugadas em claro!

Longão de corrida...longão com canções de ninar!

Treinos Intervalados...intervalados de xixi e cocô!

Vai ser interessante mais um elemento nesta Tri-equação!

Nem chegou, e já é o ser mais importante da nossa vida!

Ainda por aqui

Chega a ser vergonhoso, mais de 2 meses sem escrever uma única linha. Num período tão extenso acontece tanta coisa que fica até difícil saber por onde recomeçar.

Época complicada, trabalho + treino para iron + compra ap novo + reforma + mudança. Os três últimos te levam muita coisa, o dinheiro, a paciência, a vontade e quando tu acha que está vendo a luz no final do túnel..bum...apagão novamente, mas um dia termina, eles comigo ou eu com eles.

Mas vamos ao que interessa, triathlon. Após Penha, fiz praticamente duas semanas off para me ater com os afazeres do lar novo.

A preparação para Penha serviu como base para os treinos de Punta, então praticamente entrei direto no ciclo com volume de treinos mais expressivos.

Embora tenha feito a distância full no ano passado, no ciclo de maior volume estava no hospital por conta do cálculo renal, e meus picos foram de 110km + 12km nos treinos de transição e os longos de corridas na casa de 18km. Esse ano, todo o ciclo foi novidade de fato.

Teve de tudo, treino bom, treino ruim, dia sem treino e dia sem querer treinar.

Boa parte dos treinos de transição tive a companhia o Léo, que embora está treinando para o Half encarou bravamente as pedreiras e com certeza vai fazer um excelente prova no dia 2. Ainda fizemos ótimos treinos na lagoa, com cerca de 4km de natação.

Nesta trajetória, dá para eleger três treinos chaves, talvez os mais duros fisicamente e mentalmente.

Sexta, dia do final da novela da carminha hehe, 32km de corrida. Saí para treino tarde, mais de 19:30 e foi impressionante, ver aos poucos o movimento da rua foi diminuindo com a proximidade do horário do início da novela. Vinha de uma crescente na km, 24, 28 e os 32 para fechar o ciclo. Como os treinos longos de corrida são desgastastes.

No sábado pela manha nadei cedo, senti o corpo castigado pelo pouco tempo de recuperação entre um treino e outro. No domingo saí para 150km de bike solito, fui até a entrada de Piratini e depois estiquei até o pedágio de Rio Grande para fechar a distância. Após, intermináveis 14km de corrida, aí a luta já não  é mais física e sim piscológica, parece que não acaba nunca. Típico treino onde colocamos em cheque o por que de termos escolhido o triatlo.

Para fechar, mais um treino de transição. Na noite anterior fui jantar na casa de uma amiga, acabei voltando tarde e algo na comida não caiu bem. Saí com o Léo rumo a Piratini com a idéia de fazer 130km. Estava bem ruim do estômago, até cogitei em voltar antes de chegar na capela, mas aos poucos fui melhorando e seguimos.

Até Piratini, temos uma altimetria bem variada, nada de muito extremo, mas não é um trajeto fácil. Resolvi não tirar do coroão, para castigar as pernas e ver com se portavam para correr depois. Acabou sendo o melhor treino, consegui correr 12km num pace muito semelhante com que consegui em Penha.

Acho que o cara vai ficando meio masoquista com tempo, ontem não estava muito santo do estômago  e resolvi fazer o treino de corrida na volta da praça perto de casa, pois se a coisa ficasse preta dava tempo de chegar ao lar "limpo". Então fiz 23km num circuito de seiscentos e poucos metros.

Agora na reta final, ultimo treino longo de transição amanha se o tempo ajudar e após só ajustar a máquina para dia 02/12.

É difícil fazer um projeção para uma prova tão longa, muita coisa pode acontecer, mas esse não vou com o sentimento de só chegar, quero um pouquinho mais, mesmo sabendo que esse pedacinho a mais pode custar até mesmo a conclusão da prova.

Antes da prova espero aparecer por aqui para contar como foi final da preparação e talvez colocar a cara a tapa e chutar algum prognóstico.




70.3 Penha

Vamos lá, de forma sucinta como sempre.

Como faz muito tempo que não escrevo, cabe uma pequena recapitulação pré-prova.

Minha preparação teve dois pequenos percalços. O primeiro no início de julho, uma inflamação no periforme, que me afastou por uma semana e meia dos treinos.

O segundo uma gripe infernal, quinze dias antes. Quatro dias sem treinar, retomei as atividades numa seção natação/corrida, que acabou piorando a patologia, mais cinco dias de molho.

Fora isto, consegui me preparar muito bem. Treinos bem consistentes de bike e corrida e o feijão com arroz de sempre na piscina.

A meta para prova era sub 5hs. Pelo desempenho dos treinos alvo difícil, mas tangível.

Na quarta a ideia era um último giro de bike, já com a configuração de prova. Marquei com o Jorge cedinho, mas o treino durou 5 quadras, pneu tubular traseiro furado, e agora José!!! Sorte que o Lizandro tinha todos os apetrechos e deu para montar um pneu novo. Ao menos valeu para ver como se tira e monta um pneu tubular.

O "comboio" partiu de Rio Grande na quinta com o Marlos e Aline e aumentou em Pelotas comigo e a excelentíssima.



Viagem tranquila, tirando os momentos pé de chumbo da Aline. Ela estava com uma lesão no joelho, que foi rapidamente diagnosticada, não há joelho que resista com um pé pesado igual ao dela :>)

Pegamos o Kit ainda no mesmo dia. Olhada na feirinha e hotel para descarregar as bagagens.



O Marlos ficou de Tour Guide na cidade, 100% de acerto na gastronomia e 90% de acerto na localização. Tempo meio nublado, sabe como é, atrapalha um pouco o sinal do GPS.

Sexta encontrei meu coroa que veio de moto do Paraná ver a prova. Embora seja o quarto ano de triathlon foi a primeira vez que ele esteve presente. Valeu Paulinha!!!!



Pela manhã fomos a feirinha dar uma bisbilhotada, encontramos o Vagner, o Debus e troquei algumas palavras com Max.



A tarde fui para o check-in da bike. Novamente encontrei o Bessa, meu parceiro de prova, ao menos até o ciclismo, depois o cara incorporou o Craig Alexander, resultado, merecida vaga para Vegas para o Vagner, parabéns novamente, agora no meu espaço.



Saindo do bike check-in, um gringo me aborda pedindo para tirar uma foto. Já que o cidadão foi gentil, a mesma reproduzida abaixo :>)



Após fui dar uma passeada no parque com a Vivian. Vou contar uma coisa, é uma pena que não estava com o frequencímetro, andei no tal de Firewhip, não há treino intervalado ou de subida que deva elevar os batimentos mais que o brinquedo. E se o cara for meio medroso ganha uma freada de bmx na cueca de bônus.

                                                                            A fotógrafa

Dormi bem, mas acordei um pouco antes das 5, os passarinhos de Penha andaram cheirando alguma coisa, pois não tinha amanhecido e já estavam fazendo um griteiro. Mais uma enrolada na cama, reunião com o pessoal e fui tomar café. O tempo entre o café e a largada foi de 2h30', então resolvi fazer um pão com queijo e levar junto para comer antes da prova, pois não gosto da sensação de vazio no estômago.

Minha metade foi nos deixar na largada. Lá conheci o Alexandre Agiglioli pessoalmente, dando aquela força e tranquilizada de praxe.

Me despedi dos meu parceiros de equipe e fui aquecer na água. Uma arrebentação logo no início, mas nada demais. O que me deixou ansioso era largar com 800 atletas ao meu lado.



Posso dizer a natação foi muito tranquila, com excessão quando nos aproximávamos das bóias, que era um atropelo.

Ao tirar o pé da água 37'24" a natação tinha sido tranquila demais, frouxa acho que define melhor esta etapa.

Quase 2'30" a mais do planejado, ia ter que recuperar nas próximas modalidades se quisesse chegar nas 5hs.



Transição rápida e bike, primeiros km's para analisar como estavam as pernas e sentar a bota. Alvo 2h35'. Fechei a primeira volta com 35km/h cravados.

A primeira perna da segunda volta, 35.2km/h e começou a ficar mais fácil, mas não era por estar me sentido bem ou forte, era um tufão que apareceu do nada que deixou fácil na ida e muito difícil contra o vento.


Vi que a média começou a cair um pouco, mas resolvi manter a mesma intensidade pré-vento para não comprometer a corrida.

Fechei a bike em 2h38' média de 34.17km/h.


Sempre fico naquela expectativa ao descer da bike...- como vão estar as pernas para correr.



E elas estavam bem. Mais uma transição, uma espiada no relógio e a constatação que seria quase impossível chegar nas 5hs, pois teria que correr os 21km em 1h39' ante as 1h45' que pretendia.


Comecei bem, a cada km uma espiada no relógio, pace entre 4'50" e 4'55" mas era apenas uma doce ilusão.


Após o retorno contra o vento o pace aumentou em quase 1' não tinha forças para segurar o ritmo. O vídeo abaixo dá para se ter uma ideia do vento, se tiver som, ligue-o vale a pena ver o danado soprando hehe.


Fechei a primeira volta com 55'20", já conformado que não conseguiria atingir o alvo, tentei fazer a melhor corrida possível. Novamente fácil a favor e terrível na volta.  Fechei a prova em 5h13', bem a quem do que queria, mas feliz com o desempenho pelas condições impostas pelo clima.
Na área destinada aos atletas me entupi de sorvete e pepsi. Tradicional papito pós-prova com o Marlos, Vagner e Dalton. Novamente o gringo me abordou para outra foto, agora junto de outro. No outro dia fiquei sabendo que ele ganhou a prova :>)


Marlos e Aline, valeu pela parceria.

 Piu, obrigado pela paciência, pela torcida, fotos e vídeos.

 Agora é curtir a semana off, pois segunda recomeçam os treinos visando o Ironpunta em dezembro.

 By.

Aussies Abroad: Craig Alexander

Faltando uma semana para Penha, quase recuperado da gripe, um documentário para ajudar a resgatar a confiança  após 9 dias sem treino. Aussies Abroad: Craig Alexander.



Sobre corpos


 Você que é atleta de algum esporte de endurance está satisfeito/preocupado com seu corpo pelo ponto de vista estético?

A pergunta deve-se a dois fatos distintos que presenciei durante a semana.

Na segunda, na piscina, falava sobre o esporte com um cara na raia ao lado e ele comentou algo assim – “Faço apenas provas curtas, pois se não fico muito magro!”.

Tá bem, opção de cada um.

Aqui no estado apesar de estarmos nos aproximando do inverno, hoje está bem quente. Então nada mais justo que uma camiseta de manga curta. Peça de roupa que volta a demonstrar a real silhueta do individuo, já que camisa, blusões e jaquetas são deixados de lado.

No trabalho, após uma reunião durante o cafezinho surge o assunto peso.

De repente uma bala perdida surge – “O Pablo que está magro demais”.

Olho-me dos pés a cabeça e respondo – “Não, estou bem. Para o fim que o meu corpo tem hoje, está na medida certa”.

Eu não gosto muito de justificar questões do esporte, com quem é totalmente leigo, mas segui.

Imaginem fazer uma atividade física por 5hs ou até 12hs, que é o tempo que uma prova de endurence (no caso 70.3 ou o Iron) com um saco de arroz de 5kg nas costas, que é a quantidade de peso que perdi após a dedicar-me as provas de longa duração.

Ha...é ruim mesmo, 5kg a menos faz muita diferença.

Tem a questão da vaidade, alguém pode levantar a bandeira – “Prefiro chegar uns minutos depois mas ter um corpo sarado”. Sair bonitão na foto :>)

Se eu fosse modelo, talvez me preocupasse com isso.

Nos meus dois primeiros anos de triathlon, pesava na casa de 69kg para 1,70cm. Eu era lento. Hoje eu continuo lento, mas não tão tartaruga como antes J.

Claro que há a evolução natural dos treinos, mas esse saco de arroz a menos com certeza ajudou muito na melhora da performance.

Acho que dá para traçar um paralelo com as motos de competição, a relação peso / potência.

Encontrar o denominador de um peso menor sem perder a força/potência, ganho de? Velocidade.

Uma breve analisada na elite do triathlon e o que se vê? Carcaças.

Lembro de um vídeo do Macca, num treino para Iron no Havaii em 2010, correndo sem camisa, jurei que era o Eddie (para quem não sabe é a caveira do Iron Maiden) . Até achei um foto do Eddie, quer dizer do Macca.



Longe de querer comparar o corpito de um mero amador com um campeão mundial de triathlon, mas a cachorrada faz a festa com a quantidade de ossos expostas.

Voltando a indagação inicial, vocês meus amigos, estão satisfeitos com suas carcaças?

Para encerrar um vídeo visto e revisto milhares de vezes, Chrissie Wellinton no Espn Body Issue.


70.3 Hawaii



3º Etapa do Citadino de Ciclismo


Ontem participei da 3º etapa do citadino de ciclismo em Rio Grande, prova muito dura em função dos fortes ventos, com rajadas de 70km/h. 

Parti de Pelotas junto com o Diego, que ganhou na categoria estreante e com o Prof. Álvaro que foi dar um apoio para a gurizada.

A prova consistia em 8 voltas num circuito de 6.4km. Largamos juntos com a categoria sub 30 e a masterA.

A prova se definiu logo na primeira volta, a APC com um ataque levou seus quatro atletas junto com o Rafael a frente, fiquei no segundo pelotão com Marlos(Ironsul) , Márcio, Willian e Leonardo.


Na terceira volta juntamos o Rafael que pingou do primeiro pelotão. Na volta seguinte, ele junto do Márcio e Leonardo conseguiram escapar dos restantes.


Na sexta volta resolvi apertar o ritmo com o intuito de buscar o 2º pelotão para que o Marlos pudesse almejar uma classificação melhor no sprint, já que de C.R é praticamente impossível de definir uma prova a seu favor num sprint.


No final do volta seguinte, já sem o William buscamos o Márcio, Rafael e Leonardo.


Na volta final só acompanhei o desfecho do pelote que eu compunha, já que não tinha forças e panturrilhas para um embate nos metros finais.

Congratulações a APC pela vitória, em especial ao Jorge e Reinaldo, parceiro de treinos dos sábados à tarde.

Parabéns a ACIRG pela organização do evento. Resultados completos aqui.

Fotos: Acirg/Aline



Ainda por aqui.


Parei de escrever sobre provas, treinos e outros assuntos relacionados com o tema nadapedalacorre e virei quase um Forest Gump.

Mas antes de voltar a essência que o blog foi criado, rapidamente uma mini-historinha que lembrei para quebrar o gelo.

Após uma pancadaria na volta da capela (apanhando na roda do Michel e Jorge), já na zona urbana da Cidade, as meninas mais assanhadas sempre gostam de lançar olhares e piadinhas sobre os corpos atléticos (uns mais e outros bem menos) revestidos de lycra.

Num desses comentários sem vergonha, (que nem lembro qual foi) o Michel fazendo uso das suas rodas novas de carbono de perfil alto lança – “as mina pira nas 80mm”. Para quê, as últimas forças que tinha para chegar em casa foram desperdiçadas com muita risada.

Se elas soubessem os valores das 80mm com certeza iam pirar.

No longínquo inicio de março comentei que iria fazer o Longa Distância da Cidade de Osório-RS, e quase não terminei a prova. Um calor muito forte deixou a etapa da corrida um inferno, caminhei boa parte da corrida. Em alguns momentos era até engraçado, nem parecia uma competição e sim um passeio, tal a quantidade de gente caminhando na prova.

                                                            

Foi a prova que mais sofri nos quatro anos de triathlon. Eu e o Marlos ainda tivemos a infeliz ideia de ir pedalando do hotel até o local da largada, mais 14km nas costas.

Ainda em março participei da 2ª etapa do zona sul de ciclismo, prova realizada em dois dias. No sábado um CRI (dados aqui)  e no domingo prova de estrada (dados aqui).



Já em abril, triathlon na vizinha Rio Grande. Prova muito bacana, com largada estilo escape from alcatraz.
Fiz uma boa prova, fechei a natação em 9’ pois a corrente estava ajudando muito, mas não consegui me posicionar bem no ciclismo, acabei puxando um trem no ciclismo inteiro. Mesmo assim consegui correr muito bem.



Fato triste ocorreu logo na largada, um pé veio direto no meu braço e...adeus GPS...nas profundezas do atlântico.  



Lado positivo, nossa equipe foi a campeã da prova e eu colaborei com um 4º lugar no age.  



Agora deixando um pouco de lado o que fiz e falar do que vou fazer. Sem mencionar as provas locais que vão surgindo no decorrer do ano, vou para o 70.3 de Penha em agosto e encarar novamente o Ironpunta no início de dezembro.

Tempo razoável para fazer uma boa base até o 70.3 e após três meses com foco no Iron almejando algo mais que apenas completar a prova.

Não comentei sobre colocações, distâncias e tempos das provas, pois atualizei a aba resultados com os mesmos.

História para boi dormir III

Ainda estou aqui, não abandonei o barco. Tenho tanta coisa para contar, mas com uma preguiça....

Mas aproveitando minha fase Forest Gump, mas mais contador de histórias do que corredor, vai aqui mais uma pérola.

Pedal de sábado a tarde, pelote composto por Reinaldo, Jorge, Michel, Leonardo, Vinícius e eu.

20km´s rodados, pneu do Jorge furado, paramos todos. Um passando trabalho e os demais jogando conversa fora.

Em uma das conversas o Michel comenta que tirou o forro de uma bermuda velha e costurou na que estava usando.Alguém aproveita a deixa e comenta que conhece alguém que usava um sutiã junto com o forro.

Sem pestanejar o Vinícius atropela, eu uso Band-Aid!!! Todos se olham, com aquela expressão, HEIN?

E ele emenda, - é, eu uso Band-Aid nas tetinhas para não assar, as vezes até sangra. Não contente, levanta a camisa e diz: Óh estou até com casquinha na tetinha!!!

Eu não sei o que é pior, ele cogitar que alguém do sexo masculino saia para pedalar de sutiã para não assar a tetinha  ou a visão do mamilo "maldito"!!!

História para boi dormir II

Essa aconteceu no domingo, na rústica dos Fuzileiros Navais em Rio Grande.

Já alinhado para a largada, aparece um sujeito de sapatênis, com uma soquete no meio da canela e bermuda jeans. Eu e o Tomas nos olhamos, como aquele pensamento "o que esse maluco está fazendo aqui".

Um pessoal que estava mais ao lado se dirige ao sujeito: - e aí tchê vais correr? Sim, vou fazer a minha primeira prova!

Dada a largada, o pessoal que iria fazer os 5km já saiu forte e eu que ia para os 10km segui na minha. Passado 1km avisto o maluco na minha frente. Pensei, deve estar fazendo os 5km. No 2,5km o pessoal dos 5km fez o retorno e cara seguiu para a praia, ele iria fazer 10km de sapatênis, bermuda jeans e pela proximidade que estava com uma big carteira no bolso traseiro.

Mas logo ele começou a caminhar e passei-o. Mas de repente ouço - Poc, Poc, Poc...era o sapatênis passando voando. Daí já vem um monte de bobagem na cabeça, do que adianta, garmins, tênis tal, meia de compressão, treinos intevalados, etc. e tal se um cara de sapato e jeans correndo na areia te deixa para trás :>.

Mais alguns metros e o maluco beleza andando novamente. Logo após passá-lo o inacreditável acontece, ouço um prim, prim, prim, seguido de um - Alô, estou aqui na praia, participando de uma corrida, tchau!!!
Olho para trás, e...era ele mesmo ao celular, não bastava a carteira no bolso ele estava com um celular.

Para minha tranquilidade ele não volta a passar por mim novamente e sigo o baile. Até esqueci do sujeito.

Cheguei, fui me hidratar, bati papo com o pessoal e fui sentar numa sobra próxima a chegada. Minutos depois quem aponta para a chegada, exausto e mancado, o sapatênis.

Figura, não sei quem tu é, não sei a tu história, mas que tu é valente, tu é. Nos encontramos na próxima.

RGS Triathlon de Longa Distância Cidade de Osório

No domingo estarei em Osório-RS para minha 18º prova de triathlon. Já disputei duas provas no local, na distância olímpica, mas agora numa metragem bem diferente das tradicionais, 1.6km - 62.8km - 15km.

Esta distância inóspita deve-se creio eu, ao espaço físico disposto para o ciclismo, que acaba limitando a Fgtri organizar na distância convencional do formato 70.3.

Ainda no campo especulativo, já que o regulamento ainda não foi divulgado, acredito que a prova seja sem wetsuit e sem vácuo. 2 voltas de natação, 10 de ciclismo e 2 de corrida.

Se fosse uma prova alvo, provavelmente essas indefinições teriam prejudicado um pouco a preparação, mas como montei um plano de quatro semanas após a prova do Laranjal, mais para a manutenção (do que não se tem) do que para performace.

Se ao menos o tico e teco se entendessem as vezes, eu deveria ter me inscrito no Sprint, que ocorre simultaneamente com o de "longa" distância. Mas é aquela coisa, pegar estrada para fazer uma prova curta, podendo participar de uma distância maior, tenho medo que na hora bata uma depressão - "bah, devia ter me inscrito no longa", então se é para errar, que seja para mais.

Do que espero fazer na prova.

Natação, para variar, foi o que menos consegui cumprir do planejado. Exemplificando, semana passada não caí na água um dia sequer. Mas como geralmente a prova para mim começa quando tiro as "patinhas" da água, então tudo dentro da normalidade, saindo vivo é lucro.

O ciclismo é a modalidade que tenho me sentido melhor. Realizei alguns bons treinos, com muita intensidade e alguns mais longos para acostumar a dupla bunda/lombar novamente para uma distância maior.

A corrida é uma incógnita, apesar de ter feito uma rústica de 10km com um tempo razoável no inicio de fevereiro e no Triathlon do Laranjal minha melhor corrida no triathlon, os 15km propostos são de difícil análise, pela distância do pedal e da própria quilometragem da corrida.

Semana passada rolou uma brincadeira entre os membros da nossa equipe, tipo um bolão do tempo final da prova e as parciais de cada modalidade. Mas que acabou se perdendo um pouco pelo fato das três trocas de distância na parte de ciclismo desde a última semana, primeiro 60km, depois passou para 70km e agora está em 62.8km. Ia ser uma disputa acirrada pelo prêmio tradicional da equipe, os famosos gatinhos da casa do Marlos.

Se não mudarem mais nada e a prova realmente for sem vácuo meu prognóstico é:

Swim - 32' - T1 2' - Bike 1h50' - T2 1' - Run 1h15' - Total 3h40'

No domingo saberei como anda o auto-conhecimento.

História para boi dormir.

Essa vida de triatleta amador sempre acaba rendendo algumas histórias pitorescas.

Em algum momento aqui no blog, já comentei que não faço muita questão das pessoas saberem desta vida dupla, ou tripla para combinar com esporte.

Infelizmente a maioria não entende que acordar 05:30 e sair 06:00 para pedalar, para alguns pode ser prazeroso. Dividir o almoço com uma série na piscina, correr a noite no inverno, fazer uma prova que pode durar até 17 horas, que tu não come porcaria, que tu não recebe nada para competir e até paga uma fortuna de inscrição e por aí vai. Então, já que prefiro exercitar minha paciência com outras coisas, deixo esse "outro" a margem da maioria.

E essa maioria se encontra no trabalho, apenas os colegas mais próximos sabem da existência do lado negro da força (Alimentação, Treinos e Provas) e ainda sim muito por cima. E foi de um colega que escutei uma boa hoje.

A programação dos treinos começou com um pedal cedinho antes do trabalho e ao meio-dia piscina. Saí do trabalho as 12:00 peguei a bike no estacionamento e toquei-me para o clube. Chegando lá, o Brilhante fechado em função dos bailes de carnaval!!! E agora José???? Como o clube fica apenas três quadras de casa, umas contas de cabeça rapidamente e teria uma janela de 40min para correr antes de almoçar e voltar ao job.

Treininho show, o sol do meio-dia no lombo xaropeou um pouco, mas valeu a pena.

De volta ao trabalho, uma colega me para no corredor e diz:

- Bah Bravo, até achei que era tu correndo ao meio-dia na Dom Joaquim.

- Aé?!?!

- O cara estava de boné e óculos, muito parecido contigo. Mas o cara tinha porte atlético e um monte de tatuagem!!!

- É, então com certeza não poderia ser eu :>}

Tri do Laranja

Com mais de uma semana de atraso, o post chega.

No dia 12/02 corri pela quarta vez a prova de Triathlon do Laranjal.

Apesar de algumas particularidades não ajudarem a prova em si, como a natação com a lagoa rasa e uma parte do ciclismo em blocos de concreto, gosto muito da prova, talvez pelo fato de treinar muitas vezes no mesmo local, acho que há um estreitamento nessa relação competidor/local. Sem falar nos familiares e amigos que vem prestigiar o evento e sempre acabam dando um gás extra.

Na noite anterior a Ironsul reuniu-se para um jantar, fato raro, pois como a equipe tem participantes de duas cidades (agora 3 o Marcelo de Santa Maria é o novo integrante, junto com o Tomaz de Pelotas e Marco de Rio Grande), não é sempre que temos essa possibilidade. Oportunidade ímpar para boas risadas.



Não tinha grande expectativa em relação a prova, após o Ironpunta me "joguei nas cordas", nadei algumas vezes, não mais que 1800m e os treinos de bike acho que couberam na contagem nos dedos de uma mão só. A corrida se deu em mais vezes, mas sem muitos compromissos com tempo, distâncias, pace, tiros etc...

Fiz duas provas nesse intervalo, um cross duathlon (4k/22k/4k) na praia do cassino, a prova foi bem dura, fiquei dois dias quebrado. Obrigado Felipe pelo empréstimo da MTB. Report corrida1, bike, e corrida2.



No domingo 7/2 fiz uma rústica de 10k no laranjal, race report aqui.



Essas duas provas ao menos me nortearam em relação ao desempenho, provavelmente não conseguiria ser mais rápido, pois os treinos dos últimos meses foram totalmente voltados para o endurace, mas aguentaria a pancada que só um sprint nos proporciona.

Ao contrário dos últimos 3 anos, o dia amanheceu com temperatura amena e sem vento, condições ideais para recordes pessoais.

Já alinhado para a largada ao lado do Kiko, ele olha para meu garmin e diz - "não é aí, tem que entrar na outra tela". Ele apertou botão, eu apertei botão e buzina, dada a largada. Não preciso dizer que não conseguir marcar a parte da natação : >}



Os primeiros 50m até chegar as boias onde era obrigatório começar a nadar foi um horror, aquela muvuca tradicional, acrescida de um não sei se nado, corro ou golfinho.

Chegando na linha delimitada para o nadar peguei meu canto e encaixei meu ritmo tartaruga e fui embora. Consegui me orientar direito e logo estava vencendo o percurso.

Quando tirei a cabeça da água, vi o Kiko(pelo nosso discreto uniforme verde-limão) junto de um grupo uns 30" a frente. É, alguém ia ter que fazer muita força na bike. E assim foi nas 2 primeiras voltas até conseguir chegar no pelote a frente, sangue nos "óio". Ainda andei 2 voltas no pelote, mas quando o Alex Azambuja chegou para nos dar uma volta, o Kiko saiu numa fuga com ele e não tive forças para acompanhá-los.



Naquele momento estava tão afogado, que não consegui ingerir o gel inteiro. Dei uma aliviada na última voltar para me recompor e partir 5km finais de prova.

T2 bem feitinha e pé no fundo. Não lembro muita coisa da corrida, só de estar ofegante e fazendo força :>. Fiz a corrida inteira muito focado, único momento de "descontração" foi quando passei pelo Kiko e Tomaz e proferi algumas palavras de incentivo.



Cheguei sem saber o tempo total, foi quando perguntei ao Kiko - quanto deu? - 1h11'50". Opa, excelente tempo, menos 4' em relação ao ano passado.

Tempo total: 1h11'39" - Swim 14'40" - T1 1'07" - Bike 33'18" - T2 41" - Run 21'53

Em termos de age group fiquei na 6º colocação, 20º no geral.

Infelizmente um cidadão da minha categoria deu uma volta a menos no ciclismo,  que não foi computada pela organização da prova e tirou meu posto no pódio. Mas esse fato pequeno e o meliante não merecem mais espaço no blog, o ocorrido já foi passado para a Fgtri para providências.

Acho que Darwin está certo, a evolução existe hehe. Abaixo um quadro com os tempos dos quatros anos.



As provas de endurace não só atestam sua insanidade mental, mas também mostram que o teu limite não é logo ali e sim, muito mais adiante. Essa foi a lição que ficou, sempre dá para apertar mais um pouquinho.

Galera da Ironsul, parceria melhor, impossível.



Fgtri/Sesc parabéns pela organização do evento. Só não foi impecável pela falta de honestidade de um.








Especial Ironpunta


No 23:40 uma breve aparição hehe.



Argentina Xtreme #180 - PGM Especial Iron Punta from Atletas.info on Vimeo.

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