"Quando o coração tem uma missão, o corpo ganha vigor"

História para boi dormir III

Ainda estou aqui, não abandonei o barco. Tenho tanta coisa para contar, mas com uma preguiça....

Mas aproveitando minha fase Forest Gump, mas mais contador de histórias do que corredor, vai aqui mais uma pérola.

Pedal de sábado a tarde, pelote composto por Reinaldo, Jorge, Michel, Leonardo, Vinícius e eu.

20km´s rodados, pneu do Jorge furado, paramos todos. Um passando trabalho e os demais jogando conversa fora.

Em uma das conversas o Michel comenta que tirou o forro de uma bermuda velha e costurou na que estava usando.Alguém aproveita a deixa e comenta que conhece alguém que usava um sutiã junto com o forro.

Sem pestanejar o Vinícius atropela, eu uso Band-Aid!!! Todos se olham, com aquela expressão, HEIN?

E ele emenda, - é, eu uso Band-Aid nas tetinhas para não assar, as vezes até sangra. Não contente, levanta a camisa e diz: Óh estou até com casquinha na tetinha!!!

Eu não sei o que é pior, ele cogitar que alguém do sexo masculino saia para pedalar de sutiã para não assar a tetinha  ou a visão do mamilo "maldito"!!!

História para boi dormir II

Essa aconteceu no domingo, na rústica dos Fuzileiros Navais em Rio Grande.

Já alinhado para a largada, aparece um sujeito de sapatênis, com uma soquete no meio da canela e bermuda jeans. Eu e o Tomas nos olhamos, como aquele pensamento "o que esse maluco está fazendo aqui".

Um pessoal que estava mais ao lado se dirige ao sujeito: - e aí tchê vais correr? Sim, vou fazer a minha primeira prova!

Dada a largada, o pessoal que iria fazer os 5km já saiu forte e eu que ia para os 10km segui na minha. Passado 1km avisto o maluco na minha frente. Pensei, deve estar fazendo os 5km. No 2,5km o pessoal dos 5km fez o retorno e cara seguiu para a praia, ele iria fazer 10km de sapatênis, bermuda jeans e pela proximidade que estava com uma big carteira no bolso traseiro.

Mas logo ele começou a caminhar e passei-o. Mas de repente ouço - Poc, Poc, Poc...era o sapatênis passando voando. Daí já vem um monte de bobagem na cabeça, do que adianta, garmins, tênis tal, meia de compressão, treinos intevalados, etc. e tal se um cara de sapato e jeans correndo na areia te deixa para trás :>.

Mais alguns metros e o maluco beleza andando novamente. Logo após passá-lo o inacreditável acontece, ouço um prim, prim, prim, seguido de um - Alô, estou aqui na praia, participando de uma corrida, tchau!!!
Olho para trás, e...era ele mesmo ao celular, não bastava a carteira no bolso ele estava com um celular.

Para minha tranquilidade ele não volta a passar por mim novamente e sigo o baile. Até esqueci do sujeito.

Cheguei, fui me hidratar, bati papo com o pessoal e fui sentar numa sobra próxima a chegada. Minutos depois quem aponta para a chegada, exausto e mancado, o sapatênis.

Figura, não sei quem tu é, não sei a tu história, mas que tu é valente, tu é. Nos encontramos na próxima.

RGS Triathlon de Longa Distância Cidade de Osório

No domingo estarei em Osório-RS para minha 18º prova de triathlon. Já disputei duas provas no local, na distância olímpica, mas agora numa metragem bem diferente das tradicionais, 1.6km - 62.8km - 15km.

Esta distância inóspita deve-se creio eu, ao espaço físico disposto para o ciclismo, que acaba limitando a Fgtri organizar na distância convencional do formato 70.3.

Ainda no campo especulativo, já que o regulamento ainda não foi divulgado, acredito que a prova seja sem wetsuit e sem vácuo. 2 voltas de natação, 10 de ciclismo e 2 de corrida.

Se fosse uma prova alvo, provavelmente essas indefinições teriam prejudicado um pouco a preparação, mas como montei um plano de quatro semanas após a prova do Laranjal, mais para a manutenção (do que não se tem) do que para performace.

Se ao menos o tico e teco se entendessem as vezes, eu deveria ter me inscrito no Sprint, que ocorre simultaneamente com o de "longa" distância. Mas é aquela coisa, pegar estrada para fazer uma prova curta, podendo participar de uma distância maior, tenho medo que na hora bata uma depressão - "bah, devia ter me inscrito no longa", então se é para errar, que seja para mais.

Do que espero fazer na prova.

Natação, para variar, foi o que menos consegui cumprir do planejado. Exemplificando, semana passada não caí na água um dia sequer. Mas como geralmente a prova para mim começa quando tiro as "patinhas" da água, então tudo dentro da normalidade, saindo vivo é lucro.

O ciclismo é a modalidade que tenho me sentido melhor. Realizei alguns bons treinos, com muita intensidade e alguns mais longos para acostumar a dupla bunda/lombar novamente para uma distância maior.

A corrida é uma incógnita, apesar de ter feito uma rústica de 10km com um tempo razoável no inicio de fevereiro e no Triathlon do Laranjal minha melhor corrida no triathlon, os 15km propostos são de difícil análise, pela distância do pedal e da própria quilometragem da corrida.

Semana passada rolou uma brincadeira entre os membros da nossa equipe, tipo um bolão do tempo final da prova e as parciais de cada modalidade. Mas que acabou se perdendo um pouco pelo fato das três trocas de distância na parte de ciclismo desde a última semana, primeiro 60km, depois passou para 70km e agora está em 62.8km. Ia ser uma disputa acirrada pelo prêmio tradicional da equipe, os famosos gatinhos da casa do Marlos.

Se não mudarem mais nada e a prova realmente for sem vácuo meu prognóstico é:

Swim - 32' - T1 2' - Bike 1h50' - T2 1' - Run 1h15' - Total 3h40'

No domingo saberei como anda o auto-conhecimento.

História para boi dormir.

Essa vida de triatleta amador sempre acaba rendendo algumas histórias pitorescas.

Em algum momento aqui no blog, já comentei que não faço muita questão das pessoas saberem desta vida dupla, ou tripla para combinar com esporte.

Infelizmente a maioria não entende que acordar 05:30 e sair 06:00 para pedalar, para alguns pode ser prazeroso. Dividir o almoço com uma série na piscina, correr a noite no inverno, fazer uma prova que pode durar até 17 horas, que tu não come porcaria, que tu não recebe nada para competir e até paga uma fortuna de inscrição e por aí vai. Então, já que prefiro exercitar minha paciência com outras coisas, deixo esse "outro" a margem da maioria.

E essa maioria se encontra no trabalho, apenas os colegas mais próximos sabem da existência do lado negro da força (Alimentação, Treinos e Provas) e ainda sim muito por cima. E foi de um colega que escutei uma boa hoje.

A programação dos treinos começou com um pedal cedinho antes do trabalho e ao meio-dia piscina. Saí do trabalho as 12:00 peguei a bike no estacionamento e toquei-me para o clube. Chegando lá, o Brilhante fechado em função dos bailes de carnaval!!! E agora José???? Como o clube fica apenas três quadras de casa, umas contas de cabeça rapidamente e teria uma janela de 40min para correr antes de almoçar e voltar ao job.

Treininho show, o sol do meio-dia no lombo xaropeou um pouco, mas valeu a pena.

De volta ao trabalho, uma colega me para no corredor e diz:

- Bah Bravo, até achei que era tu correndo ao meio-dia na Dom Joaquim.

- Aé?!?!

- O cara estava de boné e óculos, muito parecido contigo. Mas o cara tinha porte atlético e um monte de tatuagem!!!

- É, então com certeza não poderia ser eu :>}

Tri do Laranja

Com mais de uma semana de atraso, o post chega.

No dia 12/02 corri pela quarta vez a prova de Triathlon do Laranjal.

Apesar de algumas particularidades não ajudarem a prova em si, como a natação com a lagoa rasa e uma parte do ciclismo em blocos de concreto, gosto muito da prova, talvez pelo fato de treinar muitas vezes no mesmo local, acho que há um estreitamento nessa relação competidor/local. Sem falar nos familiares e amigos que vem prestigiar o evento e sempre acabam dando um gás extra.

Na noite anterior a Ironsul reuniu-se para um jantar, fato raro, pois como a equipe tem participantes de duas cidades (agora 3 o Marcelo de Santa Maria é o novo integrante, junto com o Tomaz de Pelotas e Marco de Rio Grande), não é sempre que temos essa possibilidade. Oportunidade ímpar para boas risadas.



Não tinha grande expectativa em relação a prova, após o Ironpunta me "joguei nas cordas", nadei algumas vezes, não mais que 1800m e os treinos de bike acho que couberam na contagem nos dedos de uma mão só. A corrida se deu em mais vezes, mas sem muitos compromissos com tempo, distâncias, pace, tiros etc...

Fiz duas provas nesse intervalo, um cross duathlon (4k/22k/4k) na praia do cassino, a prova foi bem dura, fiquei dois dias quebrado. Obrigado Felipe pelo empréstimo da MTB. Report corrida1, bike, e corrida2.



No domingo 7/2 fiz uma rústica de 10k no laranjal, race report aqui.



Essas duas provas ao menos me nortearam em relação ao desempenho, provavelmente não conseguiria ser mais rápido, pois os treinos dos últimos meses foram totalmente voltados para o endurace, mas aguentaria a pancada que só um sprint nos proporciona.

Ao contrário dos últimos 3 anos, o dia amanheceu com temperatura amena e sem vento, condições ideais para recordes pessoais.

Já alinhado para a largada ao lado do Kiko, ele olha para meu garmin e diz - "não é aí, tem que entrar na outra tela". Ele apertou botão, eu apertei botão e buzina, dada a largada. Não preciso dizer que não conseguir marcar a parte da natação : >}



Os primeiros 50m até chegar as boias onde era obrigatório começar a nadar foi um horror, aquela muvuca tradicional, acrescida de um não sei se nado, corro ou golfinho.

Chegando na linha delimitada para o nadar peguei meu canto e encaixei meu ritmo tartaruga e fui embora. Consegui me orientar direito e logo estava vencendo o percurso.

Quando tirei a cabeça da água, vi o Kiko(pelo nosso discreto uniforme verde-limão) junto de um grupo uns 30" a frente. É, alguém ia ter que fazer muita força na bike. E assim foi nas 2 primeiras voltas até conseguir chegar no pelote a frente, sangue nos "óio". Ainda andei 2 voltas no pelote, mas quando o Alex Azambuja chegou para nos dar uma volta, o Kiko saiu numa fuga com ele e não tive forças para acompanhá-los.



Naquele momento estava tão afogado, que não consegui ingerir o gel inteiro. Dei uma aliviada na última voltar para me recompor e partir 5km finais de prova.

T2 bem feitinha e pé no fundo. Não lembro muita coisa da corrida, só de estar ofegante e fazendo força :>. Fiz a corrida inteira muito focado, único momento de "descontração" foi quando passei pelo Kiko e Tomaz e proferi algumas palavras de incentivo.



Cheguei sem saber o tempo total, foi quando perguntei ao Kiko - quanto deu? - 1h11'50". Opa, excelente tempo, menos 4' em relação ao ano passado.

Tempo total: 1h11'39" - Swim 14'40" - T1 1'07" - Bike 33'18" - T2 41" - Run 21'53

Em termos de age group fiquei na 6º colocação, 20º no geral.

Infelizmente um cidadão da minha categoria deu uma volta a menos no ciclismo,  que não foi computada pela organização da prova e tirou meu posto no pódio. Mas esse fato pequeno e o meliante não merecem mais espaço no blog, o ocorrido já foi passado para a Fgtri para providências.

Acho que Darwin está certo, a evolução existe hehe. Abaixo um quadro com os tempos dos quatros anos.



As provas de endurace não só atestam sua insanidade mental, mas também mostram que o teu limite não é logo ali e sim, muito mais adiante. Essa foi a lição que ficou, sempre dá para apertar mais um pouquinho.

Galera da Ironsul, parceria melhor, impossível.



Fgtri/Sesc parabéns pela organização do evento. Só não foi impecável pela falta de honestidade de um.